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TELETERAPIA

TELETERAPIA

 

A teleterapia é uma modalidade de radioterapia em que a fonte de radiação é externa ao paciente, posicionada a no mínimo 20 cm de sua superfície. A teleterapia, introduzida na prática médica no início do século, expandiu na década de 30 devido ao desenvolvimento dos aparelhos de radioterapia convencional com energias superiores a 130 KV (kilo-volts), permitindo o tratamento de tumores profundos. Nas décadas de 30 e 40 surgiram as bombas de cobalto e os aceleradores lineares, com energias de MeVs (mega-eletron-volts).

Os equipamentos utilizados em teleterapia com raios-X são os aceleradores lineares (AL), máquinas de raios-X e os equipamentos com fontes radioativas.

 

  • Aceleradores.
  • Aceleradores lineares podem emitir, além de raios-X, feixes de elétrons com várias energias. Esta versatilidade é de extrema importância pois permite a realização de múltiplos tratamentos utilizando apenas um equipamento.
    Num acelerador linear elétrons produzidos por um filamento aquecido são ejetados para dentro de uma estrutura aceleradora. Ao deixar a estrutura aceleradora colidem com um alvo, produzindo tanto um espectro com componentes contínua (efeito bremsstrahlung, ou radiação de freamento) e discreta (radiação característica do alvo). A estrutura aceleradora é composta por um guia de ondas e cavidades ressonantes que transportam a onda eletromagnética produzida pela magnetron ou klystron e transferem, gradualmente, sua energia para o elétron, acelerando-o em direção ao alvo. Associada ao acelerador há uma mesa onde é posicionado o paciente e que apresenta 4 graus de liberdade: vertical, longitudinal, latitudinal e rotacional. O braço do acelerador pode girar em torno da mesa.
    O Serviço de Radioterapia do Hospital de Caridade de Florianópolis possui um acelerador linear modelo Neptune-10 da CGR MeV que produz feixes de elétrons com energias de 6, 8 e 10 MeVs, além de raios-X.

 

  • Aparelhos de raios-X.
  • Os aparelhos emissores de raios gama utilizados na teleterapia são equipamentos semelhantes aos aceleradores somente na aparência. Sua fonte de radiação é uma pastilha de material radioativo (geralmente 137Cs ou 60Co) colocada numa cápsula dentro do aparelho que, quando aberta, emite radiação.
    Por conter material radioativo este tipo de equipamento requer cuidados especiais para evitar acidentes.
    O Hospital de Caridade possui um equipamento de telecobaltoterapia modelo Gammatrom III da Siemens, com fonte de cobalto-60, que emite raios gama com energias de 1,33 MeVs e 1,17 MeVs. A radiação é produzida através de uma fonte de 60Co alojada na extremidade do braço do aparelho, dentro de uma cápsula de aço inoxidável com forma cilíndrica com aproximadamente 2 cm de diâmetro. A cápsula é revestida de chumbo e urânio para evitar a emissão de radiação em todas as direções. Para o uso no tratamento, existe um mecanismo que movimenta a fonte e permite que se utilize o feixe de radiação apenas quando desejado. A atividade da fonte do Serviço de Radioterapia do Hospital de Caridade está em aproximadamente 1250 Ci (fevereiro de 2000). Associada ao acelerador há uma mesa onde é posicionado o paciente e que apresenta 4 graus de liberdade: vertical, longitudinal, latitudinal e rotacional, em torno da qual o equipamento pode girar.
  • Aparelhos de raios-g (gama).
  • Um aparelho de raios-X para tratamento superficial difere de um acelerador apenas no mecanismo de aceleração, que consiste de dois eletrodos, que, sob tensão, formam um campo elétrico que acelera os elétrons (com energias de keV´s, muito mais baixas que as atingidas por um acelerador linear).
    É importante salientar que tanto os aceleradores quanto os aparelhos de raios-X não possuem material radioativo em seu interior, produzindo radiação quando os elétrons acelerados colidem com um alvo.
    O Hospital de Caridade de Florianópolis possui um aparelho de raios-X para tratamento superficial modelo Dermopan II da Siemens, com tensão máxima de aceleração de 50 KV e amperagem máxima de 25 mA.